Dra. Lara Lavin — Lapidando Sorrisos CRO/SP 66429

Origem e evolução dos implantes dentários de titânio

Homem grisalho sorrindo em cadeira odontológica
Imagem ilustrativa.

Conheça a história dos implantes de titânio: Brånemark, Gösta Larsson, o primeiro paciente em 1965, e a chegada da técnica ao Brasil.

Neste artigo · 8 seções

Os implantes dentários de titânio que conhecemos hoje começaram com o médico e pesquisador sueco Per-Ingvar Brånemark. Nos anos 1950, ele observou que o titânio se unia ao osso. Em 1965, em Gotemburgo, na Suécia, tratou o primeiro paciente com essa técnica: Gösta Larsson, que usou os implantes por mais de 40 anos.

Para entender as partes do implante e como ele funciona hoje, veja o que é o implante de titânio.

Como Brånemark descobriu a osseointegração?

Nos anos 1950, Brånemark estudava a circulação do sangue no osso de coelhos. Para observar o tecido, usava pequenas câmaras de titânio presas ao osso. Ao tentar retirá-las, percebeu que o titânio tinha se unido ao osso.

Ele chamou essa união de osseointegração. A partir daí, sua equipe passou a estudar o uso do titânio para ancorar dentes artificiais. Em 1969, Brånemark e colaboradores publicaram um estudo experimental sobre a ancoragem de próteses dentárias com implantes de titânio no osso.

Quem foi Gösta Larsson, tratado em 1965?

Gösta Larsson foi o primeiro paciente tratado por Brånemark com implantes de titânio osseointegrados, em 1965. Ele recebeu quatro implantes na mandíbula, que sustentaram uma prótese fixa. Os implantes permaneceram em função por mais de 40 anos, até o fim da vida dele.

O caso de Larsson é um marco histórico. Ele mostra o que a técnica tornou possível, mas não é uma previsão de quanto tempo um implante vai durar em outra pessoa. Isso depende da saúde, dos hábitos, da higiene e do acompanhamento de cada paciente.

Como a técnica passou a ser usada?

Durante as décadas de 1960 e 1970, a equipe de Brånemark acompanhou os pacientes tratados e publicou os resultados. Nos anos 1980, a técnica ganhou espaço fora da Suécia. Em 1981, foi fundada em Gotemburgo a Nobelpharma, que depois passou a se chamar Nobel Biocare.

Com o acompanhamento dos casos ao longo dos anos, o implante deixou de ser experimental e entrou na rotina dos consultórios. Hoje, os implantes são uma das opções para repor dentes perdidos, conforme a avaliação de cada paciente.

Quando os implantes osseointegrados chegaram ao Brasil?

Segundo o professor Carlos Eduardo Francischone, em entrevista à Dental Press, o pioneiro no uso dos conceitos de osseointegração no Brasil foi o Dr. Humberto Cerrutti Filho, que tratou um paciente em 22 de março de 1987.

Outros marcos registrados na mesma entrevista:

  • 1990: curso de credenciamento do sistema Brånemark na Faculdade de Odontologia de Bauru (USP), relatado por Francischone.
  • 1992: Brånemark passa a atuar no Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, o Centrinho, também em Bauru, atendendo pacientes com fissuras e defeitos faciais.

A presença de Brånemark em Bauru ajudou a difundir a técnica entre os dentistas brasileiros.

O que mudou nos implantes desde então?

Desde os primeiros casos, a técnica evoluiu em várias frentes:

  • Formato e superfície: os implantes ganharam desenhos e tratamentos de superfície diferentes, pensados para cada situação.
  • Planejamento: exames como a tomografia ajudam a avaliar o osso antes da cirurgia. Para os pacientes do consultório da Dra. Lara Lavin, o exame é feito em laboratório parceiro.
  • Falta de osso: em alguns casos, o enxerto ósseo pode aumentar o volume de osso disponível para instalar o implante.
  • Prótese no mesmo dia: em casos selecionados, como a prótese protocolo para a arcada inteira, é possível instalar a prótese no mesmo dia da cirurgia, no implante de carga imediata.
  • Outros materiais: além do titânio, há implantes de zircônia, indicados conforme a avaliação.

O que esses avanços significam para o paciente?

Hoje há mais opções para repor um dente perdido, inclusive em situações que antes não permitiam o implante. A indicação, porém, continua individual. A avaliação considera a saúde geral, a gengiva, o osso disponível e hábitos como o cigarro. Depois da cirurgia, a cicatrização e o acompanhamento também variam de pessoa para pessoa.

Implantes podem ter complicações, como inflamação ao redor do implante ou falha na integração com o osso. Saiba mais sobre a “rejeição” do implante.

Quer avaliar as opções para repor um dente perdido? Fale com a equipe da Dra. Lara Lavin pelo WhatsApp e agende uma consulta. Conheça também o implante dentário de titânio no consultório.

Perguntas frequentes

Quem foi o primeiro paciente de Brånemark? O sueco Gösta Larsson, tratado em 1965 em Gotemburgo. Ele recebeu implantes de titânio na mandíbula e os usou por mais de 40 anos.

Quando o implante osseointegrado chegou ao Brasil? Segundo relato do professor Carlos Eduardo Francischone, Humberto Cerrutti Filho tratou um paciente com implantes osseointegrados no Brasil em 1987. A entrevista também registra um curso do sistema Brånemark em Bauru em 1990 e o início das atividades de Brånemark no Centrinho em 1992.

O que mudou desde os primeiros implantes de titânio? Mudaram o formato e a superfície dos implantes, os exames usados no planejamento e as opções de prótese. A avaliação de cada paciente, a cicatrização e o acompanhamento continuam individuais.

Referências

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