O que é implante de titânio? Entenda as partes do dente
Entenda o que é o implante de titânio, a diferença entre implante, pilar e coroa, como funciona o tratamento e quais cuidados ele exige.
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O implante de titânio é a peça instalada no osso para substituir a raiz de um dente perdido. Ele sustenta uma coroa ou outra prótese. No chamado “dente de titânio”, o titânio fica no osso, no lugar da raiz, e a parte que aparece no sorriso costuma ser de cerâmica ou de outro material da cor dos dentes, com cor e formato planejados para combinar com os demais.
No consultório da Dra. Lara Lavin, especialista em implantodontia, o implante dentário de titânio é indicado depois de uma avaliação da saúde geral, da gengiva e do osso disponível.
O dente inteiro é de titânio?
Não. O corpo do implante é instalado no osso, no lugar da raiz. A coroa é a parte visível e costuma ser de cerâmica ou de outro material da cor dos dentes. Entre o implante e a coroa fica o pilar, que conecta as duas peças.
Qual a diferença entre implante, pilar e coroa?
A reposição de um dente com implante tem três partes:
- Implante: um parafuso de titânio instalado no osso da maxila ou da mandíbula. Ele faz o papel da raiz.
- Pilar: a peça que liga o implante à coroa.
- Coroa: a parte visível, feita sob medida em cor e formato.
Conforme o caso, os implantes podem sustentar uma coroa para um único dente, uma ponte ou uma prótese para a arcada inteira.
Muita gente chama o implante de “pino de titânio”. Ele é diferente do pino colocado dentro de uma raiz preservada para ajudar a manter a restauração depois de um tratamento de canal.
Por que o titânio é usado no implante dentário?
O titânio é um material biocompatível, usado em implantes há décadas. Ele é resistente e permite que o osso cresça junto da sua superfície, num processo chamado osseointegração. É essa união com o osso que dá firmeza ao implante para receber a coroa.
Ser biocompatível não quer dizer que o implante nunca falhe. Infecção ao redor do implante e falha na integração com o osso podem acontecer, e por isso a avaliação e o acompanhamento fazem parte do tratamento. Entenda o que significa a “rejeição” do implante.
Também existem implantes de zircônia, um material de cor branca. A escolha do material é feita na avaliação. Conheça o implante de zircônia.
Como o implante se integra ao osso?
Depois da instalação, o osso cicatriza ao redor do implante. Esse período costuma levar alguns meses e varia conforme a qualidade do osso, a região da boca e a saúde de cada paciente. Na prótese protocolo, para a arcada inteira, é possível instalar a prótese no mesmo dia da cirurgia, no implante de carga imediata.
A osseointegração foi descrita pelo pesquisador sueco Per-Ingvar Brånemark, que observou a união do titânio com o osso. Veja a origem e a evolução dos implantes de titânio.
Como são as etapas e o tempo do tratamento?
As etapas variam conforme o caso, mas costumam seguir esta ordem:
- Avaliação: exame da boca, da gengiva e do osso, com exames de imagem quando necessário.
- Instalação do implante: cirurgia geralmente realizada com anestesia local.
- Cicatrização: período de integração do implante ao osso. Na prótese protocolo com carga imediata, a prótese já é instalada no dia da cirurgia.
- Pilar e coroa: a coroa definitiva é feita sob medida e fixada.
O tempo total depende de cada caso, inclusive da necessidade de enxerto ósseo quando falta osso. A previsão é explicada na avaliação.
Quando o implante pode ser indicado?
O implante pode repor um dente perdido por cárie, fratura, trauma ou doença da gengiva, e também vários dentes ou a arcada inteira. A indicação depende da avaliação, que considera a saúde geral, a condição da gengiva, a quantidade de osso e hábitos como o cigarro, que aumenta o risco de falha.
Quem tem diabetes também pode fazer implante, com a glicose controlada e acompanhamento. Saiba mais sobre implante em pacientes com diabetes.
Quais são os cuidados depois do implante?
- Escove os dentes e use fio dental ou escova interdental ao redor do implante, conforme a orientação da dentista. Veja como higienizar o implante.
- Mantenha as consultas de acompanhamento, em que a dentista avalia o implante, a coroa e a gengiva ao redor.
- Avise se houver sangramento, inchaço, dor ou se a coroa ficar solta.
O implante não tem cárie, mas os tecidos ao redor dele podem inflamar. Quando a inflamação fica restrita à gengiva, é chamada mucosite peri-implantar. A peri-implantite também envolve perda do osso que sustenta o implante. Com higiene e acompanhamento, um implante pode durar muitos anos. A coroa pode precisar de reparo ou troca ao longo do tempo. Veja se o implante dentário é para sempre.
Para avaliar as opções para repor o dente perdido, fale com a equipe da Dra. Lara Lavin pelo WhatsApp e agende uma consulta.
Perguntas frequentes
O implante de titânio pode falhar? Pode. O titânio é biocompatível, mas infecção ao redor do implante e falha na integração com o osso podem acontecer. A avaliação antes da cirurgia e o acompanhamento depois ajudam a identificar e tratar esses problemas.
Quanto tempo demora para colocar o dente? Depende de cada caso. A integração do implante ao osso costuma levar alguns meses antes da coroa definitiva. Na prótese protocolo com carga imediata, a prótese é instalada no dia da cirurgia. A previsão é explicada na avaliação.
O implante dura para sempre? Não há uma duração garantida. Com higiene e acompanhamento, um implante pode durar muitos anos. A coroa pode precisar de reparo ou troca ao longo do tempo.
Referências
- FDA. Dental Implants: What You Should Know (2021). Partes do implante, materiais, riscos e cuidados.
- Mustapha AD, Salame Z, Chrcanovic BR. Smoking and Dental Implants: A Systematic Review and Meta-Analysis (2021). Em fumantes, o risco de falha do implante é maior.
- Jung RE et al. Systematic review of the survival rate and the incidence of biological, technical, and aesthetic complications of single crowns on implants (2012). Durabilidade dos implantes e possibilidade de reparo das coroas.
- Costa FO et al. (UFMG). Peri-implant disease in subjects with and without preventive maintenance: a 5-year follow-up (2012). Acompanhamento preventivo e ocorrência de peri-implantite em pessoas com mucosite.
- Salvi GE, Ramseier CA. Efficacy of patient-administered mechanical and/or chemical plaque control protocols in the management of peri-implant mucositis (2015). Controle de placa feito pelo paciente no manejo da inflamação da gengiva ao redor do implante.
- Brånemark PI et al. Intra-osseous anchorage of dental prostheses. I. Experimental studies (1969). Estudos que descreveram a integração do titânio ao osso.
- European Federation of Periodontology. Peri-implant diseases. Diferença entre mucosite peri-implantar e peri-implantite.